O município de Humaitá, localizado no Sul do estado do Amazonas, é mais um importante integrante na luta pela recuperação da BR-319, que liga Porto Velho, em Rondônia, à capital do Amazonas, Manaus.
No último sábado (16), liderada pelo prefeito José Sidnei Lobo, o Dedé Lobo como é conhecido, uma grande mobilização de conscientização foi realizada no município e envolveu lideranças políticas, empresariais, profissionais liberais e a população em geral, mostrando apoio de Humaitá ao Movimento BR-319, Integração da Amazônia, Caminho da Sustentabilidade.
De acordo com o prefeito Dedé Lobo, o município de Humaitá é cortado por duas importantes rodovias, que são a BR-230 (a Transamazônica) e a BR-319, e mesmo assim enfrenta dificuldades na comunicação logística com outras regiões Estado, uma vez que as estradas estão sem nenhuma condição de trafegabilidade.
Para o prefeito, a restauração da BR-319 significa a retomada do desenvolvimento dos municípios localizados no Sul do Estado do Amazonas, pois permitirá o acesso à capital do Estado, oportunizando a chegada de investimentos ao município. Dedé Lobo acredita ainda, que a recuperação da rodovia possa trazer ao município de Humaitá uma nova realidade, novas perspectivas, valorização do município, do seu povo, da sua gente, que terá acesso ao principal polo de tecnologia do País e possibilitará que essa realidade tecnológica chegue ao município mais rapidamente.
futuro
O movimento do último sábado em Humaitá contou com adesivagem de veículos, distribuição de folderes informando a importância da BR para o município e para a região, além de discursos de autoridades e lideranças empresarias, inconformadas com a atual situação da rodovia. Durante a manifestação, foi confirmada a participação de um grupo humaitaense que se juntará à uma caravana reunindo representantes políticos e empresariais que sairá de Porto Velho dia 26, rumo a Manaus, pedindo a restauração da rodovia.
“Não podemos esperar mais. Humaitá e a região Sul do Amazonas precisa da restauração da BR-319 para a retomada do seu desenvolvimento. Há mais de 30 anos vivemos isolados da nossa capital por conta da inoperância do Governo Federal no que diz respeito à manutenção da única via de ligação entre Manaus e o interior do Estado. Estamos abandonados e esta situação não pode continuar assim. Vamos nos unir à caravana liderada pelo senador Acir Gurgacz (PDT/RO) e empresários de Porto Velho, pois a recuperação da BR-319 é o nosso último recurso na busca por melhorias para a nossa região”, afirmou o prefeito.
A Caravana
Organizada pela Comição de Serviços de Infraestrutura do Senado a caravana pela BR-319 sairá de Porto Velho na segunda-feira, dia 26 de outubro, percorrendo os mais de 880 quilômetros até Manaus. Aproximadamente 300 quilômetros da BR-319 não possui mais nenhum tipo de pavimentação e a obra de restauração que estava sendo feita pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) está suspensa pelo Ibama, que multou o órgão em mais de 7,5 milhões por danos ambientais.
19 de outubro de 2015
15 de outubro de 2015
O pacto federativo não pode ser esquecido
A semana começou turbulenta em Brasília por conta da análise do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). É importante o Congresso Nacional ficar atento às questões voltadas ao pacto federativo firmado entre União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios.
Se esqueceu, por enquanto, da existência de uma guerra fiscal, prejudicial aos municípios. Dificilmente muitas prefeituras de Rondônia conseguirão fechar o ano e terão uma enorme dificuldade para fechar as contas. O senador Valter Pinheiro, em reunião com senadores que analisam o pacto, lembrou da importância da criação dos fundos de compensação e de desenvolvimento regional como base para a unificação das alíquotas do ICMS nas operações interestaduais.
Ele entende que foi perdida uma oportunidade de viabilizar os fundos com a votação de um projeto no Senado, que regulamentava a repatriação de capitais brasileiros enviados ao exterior sem pagamento de Imposto de Renda. Em vez desse caminho para criar uma fonte estável de recursos para os fundos, o governo optou por enviar à Câmara um projeto de teor semelhante em regime de urgência, mas a proposta parou naquela Casa.
Não se pode esquecer, como bem falou o senador, o governo está apostando na recriação da CPMF, enquanto as administrações estaduais estão atordoadas. Ainda esse mês, a Assembleia Legislativa de Rondônia terá uma reunião com todos os prefeitos para tratar sobre a questão do envidamento dos municípios.
Rondônia foi um dos Estados prejudicados com a transferência drástica de recursos através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Não se sabe, até ontem, de onde virá receita para cobrir o rombo existente hoje em boa parte das prefeituras. O mês de dezembro se aproxima e a preocupação maior dos gestores públicos é com o fechamento das contas.
As projeções orçamentárias estabelecidas no ano passado não conseguiram atingir a meta. Um exemplo claro disso é o percentual reduzido de crescimento orçamentário dos municípios para o exercício de 2016. Os projetos de lei orçamentários já estão tramitando nas câmaras de vereadores e chegaram um pouco enxuto.
Se esqueceu, por enquanto, da existência de uma guerra fiscal, prejudicial aos municípios. Dificilmente muitas prefeituras de Rondônia conseguirão fechar o ano e terão uma enorme dificuldade para fechar as contas. O senador Valter Pinheiro, em reunião com senadores que analisam o pacto, lembrou da importância da criação dos fundos de compensação e de desenvolvimento regional como base para a unificação das alíquotas do ICMS nas operações interestaduais.
Ele entende que foi perdida uma oportunidade de viabilizar os fundos com a votação de um projeto no Senado, que regulamentava a repatriação de capitais brasileiros enviados ao exterior sem pagamento de Imposto de Renda. Em vez desse caminho para criar uma fonte estável de recursos para os fundos, o governo optou por enviar à Câmara um projeto de teor semelhante em regime de urgência, mas a proposta parou naquela Casa.
Não se pode esquecer, como bem falou o senador, o governo está apostando na recriação da CPMF, enquanto as administrações estaduais estão atordoadas. Ainda esse mês, a Assembleia Legislativa de Rondônia terá uma reunião com todos os prefeitos para tratar sobre a questão do envidamento dos municípios.
Rondônia foi um dos Estados prejudicados com a transferência drástica de recursos através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Não se sabe, até ontem, de onde virá receita para cobrir o rombo existente hoje em boa parte das prefeituras. O mês de dezembro se aproxima e a preocupação maior dos gestores públicos é com o fechamento das contas.
As projeções orçamentárias estabelecidas no ano passado não conseguiram atingir a meta. Um exemplo claro disso é o percentual reduzido de crescimento orçamentário dos municípios para o exercício de 2016. Os projetos de lei orçamentários já estão tramitando nas câmaras de vereadores e chegaram um pouco enxuto.
O estudo do FMI para o crescimento
Merece uma atenção especial do governo as sugestões que constam no relatório Respondendo a Novas Realidades, divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), ontem em Lima, no Peru. De acordo com o estudo, o Brasil precisa fazer reformas estruturais, investindo em educação e melhoria no ambiente de negócios para voltar a crescer.
O país vive uma das piores crises na economia e, a situação só não ficou mais crítica graças à força do agronegócio. O documento do FMI, que contém uma agenda global de políticas para os países-membros do órgão, fez uma série de recomendações ao Brasil e a outros países emergentes afetados pela queda do preço das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional).
Em relação ao Brasil, o FMI sugeriu investimentos em educação e reformas no mercado de trabalho para elevar a produtividade do País. Algumas medidas já estavam sendo adotadas pelo Palácio do Planalto, mas ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional, hoje em estado de guerra com o governo.
De acordo com o documento, apesar da recuperação em algumas economias avançadas, a economia global enfrenta um cenário difícil por causa da perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos e a desaceleração da economia chinesa, que afetou especialmente países exportadores de commodities, entre eles o Brasil.
Nos países avançados, a demanda continua deficiente, em meio a dúvidas sobre a continuidade da estagnação e o envelhecimento da população. Estados Unidos e China, segundo o documento divulgado ontem, também enfrentam problemas em sua economia. A China passa por uma desaceleração esperada enquanto reequilibra o crescimento, criando transbordamentos maiores que o previsto, e os produtores de commodities enfrentam o fim de um longo ciclo de altos preços.
Elevar os juros bancários e tarifa de energia talvez não seja a melhor opção nesse momento para o Brasil retomar o crescimento. Além de aumentar a ira da população, pode enfraquecer ainda mais o poder de compra sobre um futuro duvidoso.
9 de outubro de 2015
Nova Mamoré, a nova fronteira agrícola de Rondônia
A cidade de Nova Mamoré, distante 310 quilômetros de Porto Velho, capital de Rondônia, está se transformando em uma verdadeira fronteira agrícola. Foi o que constatou a equipe de reportagem do Diário Rural, em recente visita ao município e empresários, comerciantes e pecuárias.
Se recuperando de uma das maiores enchentes, quando a cidade ficou isolada por mais de 40 dias do resto do Brasil, o município conseguiu superar com muita determinação, em curto espaço de tempo, a retomada do crescimento e hoje o comércio está sendo puxado pela força da agricultura.
A cidade sempre foi um dos maiores municípios produtores de leite do Estado, mas a pecuária começa a ceder espaço para a produção de grãos. Muitos empresários estão investindo na produção de arroz na região e o agronegócio começa a ganhar destaque na zona rural. Muitos agricultores estão montando seu próprio negócio na região e saindo do anonimato.
É visível para quem transita pela BR-425 testemunhar um fluxo grande de pessoas em Nova Mamoré. O movimento é bem maior que Guajará-Mirim, município localizado na fronteira com a Bolívia e onde comércio sempre foi o carro-chefe da economia através da Área de Livre Comércio de Guajará.
Nova Mamoré, assim como outros municípios, foi afetado drasticamente com a queda na transferência de recursos através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A salvação da lavoura no município foi o crescimento do agronegócio. Os programas de assistência técnica rural também contribuíram para deixar o município rico.
Pode se constatar em Nova Mamoré que o reflexo da crise econômica passou bem longe da cidade. Diferente de Porto Velho, onde o preço dos imóveis apresentou uma queda drástica nos últimos cinco meses, no município o valor de venda das propriedades rurais teve um crescimento de 6%.
Neste final de semana, o governo do Estado vai lançar uma campanha de vacinação contra a febre aftosa em um evento que promete mobilizar toda a sociedade. Na ocasião, o governo pretende anunciar programas que visam fortalecer ainda comércio da região. Com todo esse apoio, o município assumirá o topo no ranking do PIB agrícola da Região Norte.
7 de outubro de 2015
A insatisfação dos brasileiros
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou ontem o grau de insatisfação do povo brasileiro após a crise financeira instalada no Brasil. O trabalho da CNI revela que o Índice de Satisfação com a Vida caiu 1,8% em setembro na comparação com junho e alcançou 93,9 pontos, o mais baixo nível dos últimos 16 anos, quando o indicador começou a ser calculado. O levantamento foi feito entre 18 e 21 de setembro com 2.002 pessoas em 140 municípios.
Para a CNI, esse percentual é um indicativo que a atual crise econômica está afetando a população com mais intensidade que as anteriores. Desde março 1999, os brasileiros não estavam tão descontentes com a vida. A maior queda do índice foi registrada entre as pessoas cuja renda familiar é menor. Entre os que recebem até um salário mínimo, a satisfação com a vida caiu 13,5%. Já na parcela da população que ganha mais de cinco salários mínimos, o indicador recuou 3,9% em setembro frente a igual mês do ano passado.
Com o dólar em alta, o Brasil vive uma das piores fases da economia, mas o brasileiro jamais deve se entregar à derrotada. É possível superar essa crise com muita criatividade. O ajuste nas contas públicas talvez seja necessário para equilibrar as contas do governo. Com o desvio de recursos na Petrobras, não existe grau de satisfação com a vida que aguente.
Conforme a pesquisa da CNI, o Índice do Medo do Desemprego teve nova alta em setembro. Subiu 1,7% em relação a junho e aumentou 37,5% na comparação com setembro de 2014. O medo do desemprego, que ficou em 105,9 pontos, é o maior desde setembro de 1999. Naquela época, aos poucos, o Brasil foi se recuperando e retomou o crescimento em curto espaço de tempo.
Nesse momento, é necessário o comerciante abrir espaço para o otimismo. O bom exemplo veio do Sebrae, que está com uma campanha incentivando a população a compra da pequena empresa, que responde hoje por mais de 80% dos empregos no Estado de Rondônia.
Para a CNI, esse percentual é um indicativo que a atual crise econômica está afetando a população com mais intensidade que as anteriores. Desde março 1999, os brasileiros não estavam tão descontentes com a vida. A maior queda do índice foi registrada entre as pessoas cuja renda familiar é menor. Entre os que recebem até um salário mínimo, a satisfação com a vida caiu 13,5%. Já na parcela da população que ganha mais de cinco salários mínimos, o indicador recuou 3,9% em setembro frente a igual mês do ano passado.
Com o dólar em alta, o Brasil vive uma das piores fases da economia, mas o brasileiro jamais deve se entregar à derrotada. É possível superar essa crise com muita criatividade. O ajuste nas contas públicas talvez seja necessário para equilibrar as contas do governo. Com o desvio de recursos na Petrobras, não existe grau de satisfação com a vida que aguente.
Conforme a pesquisa da CNI, o Índice do Medo do Desemprego teve nova alta em setembro. Subiu 1,7% em relação a junho e aumentou 37,5% na comparação com setembro de 2014. O medo do desemprego, que ficou em 105,9 pontos, é o maior desde setembro de 1999. Naquela época, aos poucos, o Brasil foi se recuperando e retomou o crescimento em curto espaço de tempo.
Nesse momento, é necessário o comerciante abrir espaço para o otimismo. O bom exemplo veio do Sebrae, que está com uma campanha incentivando a população a compra da pequena empresa, que responde hoje por mais de 80% dos empregos no Estado de Rondônia.
5 de outubro de 2015
O estudo da CNI na logística da região Norte
O mês de outubro começa com profundas mudanças na estrutura da máquina administrativa do Governo Federal por conta da reforma ministerial anunciada pela presidente Dilma Rousseff (PT). O Ministério dos Transporte foi preservado pelo Palácio do Planalto, nesse primeiro momento, pelo fato de várias obras estarem em andamento pelo Brasil, apesar da crise que atinge outros setores da economia.
Um estudo realizado essa semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra os cinco eixos de logísticas que precisam de investimento por parte do Governo Federal. Trata-se da BR-364 e a hidrovia do rio Madeira. A CNI já havia feito estudo parecido no ano passado e houve pouco avanço nessa estrutura modal.
O que se percebeu nos últimos anos, foi a crescente demanda de investimentos na região Norte, com a construção de portos e a chegada de novas indústrias. Porto Velho, por exemplo, foi contemplado recentemente com a inauguração do porto do grupo Amaggi. A cidade também ampliou o número de rede de supermercado e outros grupos empresariais estão sinalizando investimentos em curto espaço de tempo.
O grupo Cargill, outro gigante do transporte de soja, está ampliando seus investimentos e está otimista com o crescimento de Rondônia, principalmente no cultivo da soja. A empresa multinacional está de olho também no mercado do Mato Grosso e vê com bons olhos a importância da duplicação da BR-364 e a hidrovia do rio Madeira, em Porto Velho.
Estudos revelam que a produção de soja deve crescer mais de 6%. É um sinal que teremos na BR-364 um volume maior de carretas transportando soja com destino aos portos da capital. Até o momento, não vê sair do papel projeto de ampliação da rodovia federal, hoje responsável por um grande índice de acidentes – só na semana que passou cinco pessoas perderam a vida.
O estudo realizado pela CNI e a importância do trabalho desenvolvido nos últimos dias pela Federação da Indústria do Estado de Rondônia (Fiero) são medidas importantes que merecem um tratamento especial pelo Ministério dos Transportes. Se de fato o Brasil tem interesse em sair da crise, o estudo da CNI na logística da região é o primeiro passo.
Um estudo realizado essa semana pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra os cinco eixos de logísticas que precisam de investimento por parte do Governo Federal. Trata-se da BR-364 e a hidrovia do rio Madeira. A CNI já havia feito estudo parecido no ano passado e houve pouco avanço nessa estrutura modal.
O que se percebeu nos últimos anos, foi a crescente demanda de investimentos na região Norte, com a construção de portos e a chegada de novas indústrias. Porto Velho, por exemplo, foi contemplado recentemente com a inauguração do porto do grupo Amaggi. A cidade também ampliou o número de rede de supermercado e outros grupos empresariais estão sinalizando investimentos em curto espaço de tempo.
O grupo Cargill, outro gigante do transporte de soja, está ampliando seus investimentos e está otimista com o crescimento de Rondônia, principalmente no cultivo da soja. A empresa multinacional está de olho também no mercado do Mato Grosso e vê com bons olhos a importância da duplicação da BR-364 e a hidrovia do rio Madeira, em Porto Velho.
Estudos revelam que a produção de soja deve crescer mais de 6%. É um sinal que teremos na BR-364 um volume maior de carretas transportando soja com destino aos portos da capital. Até o momento, não vê sair do papel projeto de ampliação da rodovia federal, hoje responsável por um grande índice de acidentes – só na semana que passou cinco pessoas perderam a vida.
O estudo realizado pela CNI e a importância do trabalho desenvolvido nos últimos dias pela Federação da Indústria do Estado de Rondônia (Fiero) são medidas importantes que merecem um tratamento especial pelo Ministério dos Transportes. Se de fato o Brasil tem interesse em sair da crise, o estudo da CNI na logística da região é o primeiro passo.
CNI aponta eixos logísticos prioritários para a região
O setor produtivo da região Norte do Brasil gasta R$ 33,5 bilhões por ano com o transporte de cargas. Esse custo será reduzido com a conclusão de obras que tornem a movimentação de mercadorias mais ágil e eficiente. E há muito a ser feito, principalmente para tornar viável a navegação nos rios da Bacia Amazônica. As hidrovias são o modal que mais podem melhorar o sistema de transportes dos Estados do Norte. Paralelamente, são necessárias reformas e ampliação dos portos. Os caminhos para melhorar a infraestrutura da região estão no Projeto Norte Competitivo, produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelas federações de indústria dos Estados, publicado em 2010 e revisado em 2014.
O estudo aponta que é necessário consolidar nove eixos logísticos para integrar a malha de transportes, com investimentos de R$ 30,1 bilhões. Alguns deles precisam de melhorias. Outros, por sua vez, ainda não podem ser utilizados por ainda não terem saído do papel. Caso as obras sejam concluídas, a região economizará R$ 5 bilhões por ano com transporte de cargas.
A partir de hoje, e durante as próximas quatro semanas, a Agência CNI de Notícias divulga as principais conclusões dos estudos e projetos sobre as regiões Norte, Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O estudo Sudeste Competitivo, ainda inédito, será divulgado no dia 26 de outubro, em Belo Horizonte.
1. HIDROVIA JURUENA/TAPAJÓS
A hidrovia foi idealizada para ligar o norte de Mato Grosso ao rio Tapajós, no Pará, mas o projeto ainda está na prancheta. Uma vez navegável, o rio será essencial para escoar a produção agroindustrial, como soja, derivados e carnes, dos Estados do Centro-Oeste para o Norte.
Investimento: R$ 3,9 bilhões.
Economia anual: R$ 1,8 bilhão (valor baseado no volume de carga estimado para 2020)
2. HIDROVIA DO RIO MADEIRA
Importante rota para a agroindústria, o rio Madeira liga Porto Velho (RO) ao rio Amazonas. É a hidrovia com maior volume de cargas do País, mas precisa de melhorias na navegabilidade, como sinalização e dragagem - obras que ampliam a profundidade do rio para permitir a tráfego de navios maiores.
Investimentos: R$ 702,8 milhões
Economia anual: R$ 96 milhões (2020)
3. BR-163, VIA MIRITITUBA (PA)
A rodovia é a principal ligação por terra entre o Centro-Oeste e o Norte e está em obras há 40 anos. Sua conclusão é essencial para direcionar a produção agroindustrial para portos do rio Tapajós, no Pará, desafogando rodovias e portos do Sul e Sudeste.
Investimento: R$ 1,4 bilhão
Economia anual: R$ 945,7 milhões (2020)
4. HIDROVIA DO RIO TOCANTINS E BR-242
Um dos principais braços do rio Amazonas, o Tocantins deve ser rota importante para escoar a produção do leste de Mato Grosso e do próprio estado de Tocantins para o Norte. Mas é preciso pavimentar a rodovia e garantir a navegabilidade do rio.
Investimento: R$ 4,8 bilhões
Economia anual: R$ 895,6 milhões (2020)
5. BR-364
A rodovia liga Cuiabá (MT) a Porto Velho (RO) e é importante rota para escoar a produção do oeste mato-grossense para a Hidrovia do Madeira. Deteriorada, a estrada precisa de melhorias.
Investimento: R$ 1,1 bilhão
Economia anual: R$ 248 milhões (2020)
O estudo aponta que é necessário consolidar nove eixos logísticos para integrar a malha de transportes, com investimentos de R$ 30,1 bilhões. Alguns deles precisam de melhorias. Outros, por sua vez, ainda não podem ser utilizados por ainda não terem saído do papel. Caso as obras sejam concluídas, a região economizará R$ 5 bilhões por ano com transporte de cargas.
A partir de hoje, e durante as próximas quatro semanas, a Agência CNI de Notícias divulga as principais conclusões dos estudos e projetos sobre as regiões Norte, Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O estudo Sudeste Competitivo, ainda inédito, será divulgado no dia 26 de outubro, em Belo Horizonte.
1. HIDROVIA JURUENA/TAPAJÓS
A hidrovia foi idealizada para ligar o norte de Mato Grosso ao rio Tapajós, no Pará, mas o projeto ainda está na prancheta. Uma vez navegável, o rio será essencial para escoar a produção agroindustrial, como soja, derivados e carnes, dos Estados do Centro-Oeste para o Norte.
Investimento: R$ 3,9 bilhões.
Economia anual: R$ 1,8 bilhão (valor baseado no volume de carga estimado para 2020)
2. HIDROVIA DO RIO MADEIRA
Importante rota para a agroindústria, o rio Madeira liga Porto Velho (RO) ao rio Amazonas. É a hidrovia com maior volume de cargas do País, mas precisa de melhorias na navegabilidade, como sinalização e dragagem - obras que ampliam a profundidade do rio para permitir a tráfego de navios maiores.
Investimentos: R$ 702,8 milhões
Economia anual: R$ 96 milhões (2020)
3. BR-163, VIA MIRITITUBA (PA)
A rodovia é a principal ligação por terra entre o Centro-Oeste e o Norte e está em obras há 40 anos. Sua conclusão é essencial para direcionar a produção agroindustrial para portos do rio Tapajós, no Pará, desafogando rodovias e portos do Sul e Sudeste.
Investimento: R$ 1,4 bilhão
Economia anual: R$ 945,7 milhões (2020)
4. HIDROVIA DO RIO TOCANTINS E BR-242
Um dos principais braços do rio Amazonas, o Tocantins deve ser rota importante para escoar a produção do leste de Mato Grosso e do próprio estado de Tocantins para o Norte. Mas é preciso pavimentar a rodovia e garantir a navegabilidade do rio.
Investimento: R$ 4,8 bilhões
Economia anual: R$ 895,6 milhões (2020)
5. BR-364
A rodovia liga Cuiabá (MT) a Porto Velho (RO) e é importante rota para escoar a produção do oeste mato-grossense para a Hidrovia do Madeira. Deteriorada, a estrada precisa de melhorias.
Investimento: R$ 1,1 bilhão
Economia anual: R$ 248 milhões (2020)
Cargill investe R$ 15 milhões no terminal de grãos em Porto Velho
| Porto da Cargill, localizado em Porto Velho. Foto Roni/DA |
Os investimentos de R$ 15 milhões são para melhoria e reestruturação do sistema portuário na capital de Rondônia que se tornaram necessários para a continuidade de operações seguras e completas, principalmente depois da enchente do ano passado no rio Madeira. Os recursos foram aplicados na recuperação da correia transportadora de grãos e na coluna de sustentação do sistema de carregamento de barcaças, bem como na estabilização da margem do terreno.
Importância
do terminal
Atuando na região com seu terminal de cargas em Porto Velho desde 2002, a Cargill recebe em média 200 caminhões transportando 40 toneladas de grãos por dia, que pela BR-364 vêm do interior de Mato Grosso e Rondônia, frisa o diretor, Clythio Buggenhout. Porém a capacidade de embarque da empresa em Porto Velho é de sete mil toneladas/dia. Neste ponto de embarque, a Cargill opera um terminal que transborda as cargas nas barcaças para os navios de grande porte no terminal de Santarém no Pará.
As operações em Rondônia, assim como em outros seis portos no País são responsáveis pelo transporte de cerca de 20% do volume de soja e milho que a Cargill exporta. No entanto, a empresa espera movimentar entre 1,5 a 2 milhões de toneladas de grãos, pelo que o diretor chama de alternativa entre Porto Velho e Santarém. Vale acrescentar, que os grãos que alcançam o terminal da empresa, geram emprego e renda no campo, aos caminhoneiros, restaurantes de beira de estrada, postos de combustíveis e borracheiros.
Acentua, Clythio Buggenhout que a Cargill “exporta cerca de 15% da produção de grãos brasileiros e o nosso terminal em Porto Velho tem uma importante participação nesse processo. Para nós, a região é um local estratégico para os negócios, por isso, vimos a necessidade de reforçar nossa atuação nesta área importante do País”. Salienta que outro fator importante é o de melhorar o ambiente de trabalho, mantendo a segurança e aumentando a motivação ao lado da produtividade.
Pensando no futuro da região
Mirando o crescimento produtivo de grãos na região, que segundo levantamentos técnicos vem mantendo uma margem crescente entre 3 e 5%, ao ano, o que não é pouco, a Cargill adquiriu uma área de 500 mil metros quadrados em Porto Chuelo, às margens do rio Madeira, vizinho ao porto graneleiro instalado pelo grupo Maggi. A expansão futura naquela área encontra-se em fase de estudos.
Conforme relata o diretor, Clythio Buggenhout, “estamos preparados para enfrentar o futuro agrícola, onde o crescimento no número de lavouras cultivadas e o incremento na produtividade é uma tendência em toda a região para os próximos dez anos”, sintetiza.
A Cargill está presente em 16 Estados brasileiros com unidades industriais e escritórios em 156 municípios e mais de 9 mil funcionários. Em Rondônia ocupa a mão-de-obra de 90 pessoas. Contudo, ela produz e comercializa serviços alimentícios, agrícolas, em parcerias com governos, clientes e produtores rurais ajudando a sociedade a prosperar em 67 países.
Na opinião do gerente da unidade local, Osmar Ruani “o terminal de Porto Velho é um corredor muito importante para a Cargill e a nossa equipe, ciente disso, está comprometida em manter a alta performance e cumprir as metas com segurança”. (JOSÉ LUIZ, DIÁRIO DA AMAZÔNIA)
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