O processo de colheita da soja do Sul de Rondônia e parte do Mato Grosso começou trazendo nessa época um problema antigo que já é de conhecimento dos empresários. A BR-364, única rodovia federal que liga Rondônia ao Sul do País já apresenta sérios problemas em boa parte da malha viária em função da grande quantidade de chuva que atinge o estado de Rondônia nessa época do ano. Os três últimos dias, por exemplo, já somam mais de 24 horas de intensa chuva, inviabilizando qualquer tipo de reparo na estrada.
Outro problema gravíssimo é a quantidade de carretas que transita diariamente pela rodovia na disputa de quem chega primeiro. São mais de 500 todos os dias que saem do Portal da Amazônia, em Vilhena, com o destino ao Porto Graneleiro, em Porto Velho. A intensa chuva na região, aliada à falta de manutenção, além de comprometer a malha viária, proporciona um perigo diário à vida dos usuários da rodovia da morte.
Como acontece todos os anos, a colheita de soja deve aumentar, puxando também um volume maior de carretas transitando na BR-364. O Brasil tem pressa em crescer, principalmente nesse período de crise na economia. O agronegócio foi o único setor que teve crescimento na economia brasileira e o mínimo que pode ser feito é garantir estradas com boas condições de trafegabilidade.
Como chove muito na Amazônia nesta época do ano, talvez o aumento da fiscalização por parte da Polícia Rodoviária Federal seja a única alternativa emergencial que pode ser feita neste momento. Uma equipe de plantão do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) deve permanecer de prontidão a todo momento. Com o volume de água aumentando em alguns rios da Amazônia, é natural que bueiros sejam danificados, comprometendo a vida, principalmente de quem transita no período da noite.
O problema de manutenção da BR-364 sempre foi um calo no sapato do agronegócio. A redução de repasse de recursos em 2015 para a pasta do Ministério do Transporte só agravou ainda mais a vida de quem trabalha para tirar o País da crise. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT) já alertaram a equipe econômica do Governo Federal sobre os problemas em logísticas. A bancada federal de Rondônia também vem fazendo sua parte e cobrado constantemente o Palácio do Planalto. Resta torcer para dias melhores.
9 de março de 2016
8 de março de 2016
Cheia do rio Madeira obriga município decretar estado de alerta em Porto Velho
| Nacional foi o primeiro a ser atingido pela cheia. F. J. Gomes |
Nesta segunda-feira, o nível do rio Madeira ultrapassou a casa dos 15 metros, gerando preocupação em diversas comunidades, que já veem o rio atingir marcas que remetem a preocupação. A decretação de estado de alerta pelo município é o reconhecimento pela situação anormal provocada por desastre, causando danos superáveis pela comunidade afetada.
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Nível do rio Madeira 14,93 metros e deixa Porto Velho em alerta
O Exército na preservação da Amazônia
A visita a Porto Velho do general Guilherme Theophilo Gaspar de Oliveira, comandante militar da Amazônia, é um sinal positivo da preocupação do Governo Federal com a preservação da rica e imensa floresta Amazônica. Gaspar desembarcou na região na última sexta-feira com a proposta de discutir in loco um plano estratégico na fiscalização de áreas de fronteira e principalmente a BR-319, rodovia federal que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). A estrada corta a Floresta Amazônica e obras de restauração serão retomadas com força total a partir deste semestre.
Conforme apurou o Diário, a região contará com um destacamento especial do Exército, cuja missão exclusiva será barrar uma eventual investida de madeireiros e garimpeiros em áreas de difícil acesso no meio da floresta. A novidade anunciada por Oliveira é aquisição de um helicóptero no auxílio de ações estratégicas no combate à exploração da floresta. A presença desse destacamento é importante, uma vez que o trabalho desenvolvido por esses profissionais sempre foi executado com muita responsabilidade na preservação do patrimônio brasileiro.
Na BR-319, o trecho conhecido como “meião da floresta”, distante mais de 400 quilômetros da cidade de Manaus (AM), é o local mais propício à investida do homem contra a natureza. A fiscalização ainda é precária em função da falta de estrutura, mas deve ser bem-vindo a construção de um pacto de preservação da estrada entre os governos de Rondônia e Amazonas. Os dois Estados poderiam auxiliar o Exército Brasileiro na fiscalização. Quando restaurada e em boas condições de trafegabilidade, a rodovia federal vai proporcionar a geração de receita aos dois Estados.
Rondônia tem uma importante vocação no setor do agronegócio e toda a produção agrícola produzida em Porto Velho chega ao Amazonas por meio de transporte fluvial. A viagem é longa e chega a ter uma duração de até quatro dias de barco - isso quando o rio está cheio. Pelo transporte via terrestre, os produtos vão chegar ao Amazonas em até 28 horas.
A presença do destacamento do Exército na fiscalização da Amazônia é importante e deve ser permanente, mesmo quando forem finalizados os serviços de restauração da BR-319.
Conforme apurou o Diário, a região contará com um destacamento especial do Exército, cuja missão exclusiva será barrar uma eventual investida de madeireiros e garimpeiros em áreas de difícil acesso no meio da floresta. A novidade anunciada por Oliveira é aquisição de um helicóptero no auxílio de ações estratégicas no combate à exploração da floresta. A presença desse destacamento é importante, uma vez que o trabalho desenvolvido por esses profissionais sempre foi executado com muita responsabilidade na preservação do patrimônio brasileiro.
Na BR-319, o trecho conhecido como “meião da floresta”, distante mais de 400 quilômetros da cidade de Manaus (AM), é o local mais propício à investida do homem contra a natureza. A fiscalização ainda é precária em função da falta de estrutura, mas deve ser bem-vindo a construção de um pacto de preservação da estrada entre os governos de Rondônia e Amazonas. Os dois Estados poderiam auxiliar o Exército Brasileiro na fiscalização. Quando restaurada e em boas condições de trafegabilidade, a rodovia federal vai proporcionar a geração de receita aos dois Estados.
Rondônia tem uma importante vocação no setor do agronegócio e toda a produção agrícola produzida em Porto Velho chega ao Amazonas por meio de transporte fluvial. A viagem é longa e chega a ter uma duração de até quatro dias de barco - isso quando o rio está cheio. Pelo transporte via terrestre, os produtos vão chegar ao Amazonas em até 28 horas.
A presença do destacamento do Exército na fiscalização da Amazônia é importante e deve ser permanente, mesmo quando forem finalizados os serviços de restauração da BR-319.
7 de março de 2016
O Plano de Mobilidade Urbana de Porto Velho
Como noticiou ontem este Diário, a retomada do Plano de Mobilidade Urbana do município de Porto Velho deve ganhar um novo capítulo dentro das próximas semanas. A Justiça decidiu sepultar a ação civil pública que impedia a implantação do projeto no município. Com essa nova decisão, agora será possível traçar um novo plano de mobilidade para a município.
A primeira audiência pública com a finalidade de colher informações da sociedade para tratar do assunto aconteceu em 2013. O plano original de Mobilidade Urbana previa investimentos de mais de R$ 90 milhões por meio do Ministério das Cidades. Hoje se fosse executar o mesmo projeto a importância reservada no Orçamento da União não seria mais possível.
A prefeitura, caso aceitasse os R$ 90 milhões ofertados na época pela União, teria que arcar com juros do dinheiro, elevando o valor da dívida com o Governo Federal. Outro problema foi a queda acentuada na transferência de recursos por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Porto Velho perdeu mais de R$ 10 milhões nos últimos três anos e também sofreu prejuízos com a cheia histórica do rio Madeira em 2014.
A Secretaria de Transportes de Porto Velho precisa reavaliar o projeto e verificar o que pode ser feito na execução do projeto dentro da atual realidade do município. A construção de terminais de integração de ônibus, corredor exclusivo para o transporte coletivo e inversão da Sete de Setembro, principal avenida do centro da capital, fazem parte do projeto e precisam ser rediscutidos.
Quando o Plano de Mobilidade Urbana foi discutido em 2013 pela população e representantes do Ministério Público Estadual, a frota de veículos não passava de 246.571 mil carros. Somente em 2014, foram 18 mil novos emplacamentos em Porto Velho. Já em 2015, esse número somou 15.909 carros. A realidade hoje é outra. A quantidade de motos também aumentou acompanhando o crescimento populacional da cidade.
O município tem optado nos últimos meses em mudar a sinalização de algumas avenidas e ruas. A intenção é tornar o trânsito mais rápido e evitar longas filas na região central da cidade. Técnicos da Secretaria de Planejamento precisam sintonizar o discurso com os engenheiros da Semtran e debater as demandas da população.
A primeira audiência pública com a finalidade de colher informações da sociedade para tratar do assunto aconteceu em 2013. O plano original de Mobilidade Urbana previa investimentos de mais de R$ 90 milhões por meio do Ministério das Cidades. Hoje se fosse executar o mesmo projeto a importância reservada no Orçamento da União não seria mais possível.
A prefeitura, caso aceitasse os R$ 90 milhões ofertados na época pela União, teria que arcar com juros do dinheiro, elevando o valor da dívida com o Governo Federal. Outro problema foi a queda acentuada na transferência de recursos por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Porto Velho perdeu mais de R$ 10 milhões nos últimos três anos e também sofreu prejuízos com a cheia histórica do rio Madeira em 2014.
A Secretaria de Transportes de Porto Velho precisa reavaliar o projeto e verificar o que pode ser feito na execução do projeto dentro da atual realidade do município. A construção de terminais de integração de ônibus, corredor exclusivo para o transporte coletivo e inversão da Sete de Setembro, principal avenida do centro da capital, fazem parte do projeto e precisam ser rediscutidos.
Quando o Plano de Mobilidade Urbana foi discutido em 2013 pela população e representantes do Ministério Público Estadual, a frota de veículos não passava de 246.571 mil carros. Somente em 2014, foram 18 mil novos emplacamentos em Porto Velho. Já em 2015, esse número somou 15.909 carros. A realidade hoje é outra. A quantidade de motos também aumentou acompanhando o crescimento populacional da cidade.
O município tem optado nos últimos meses em mudar a sinalização de algumas avenidas e ruas. A intenção é tornar o trânsito mais rápido e evitar longas filas na região central da cidade. Técnicos da Secretaria de Planejamento precisam sintonizar o discurso com os engenheiros da Semtran e debater as demandas da população.
4 de março de 2016
Prefeitura de Porto Velho vai retomar Plano de Mobilidade Urbana
A equipe técnica da Secretaria de Transportes de Porto Velho vai retomar na próxima semana a discussão do Plano de Mobilidade Urbana da capital. O anúncio foi feito ontem pelo secretário Carlos Guttemberg, após decisão da Justiça que extinguiu a ação civil pública que emperrava a execução do projeto no município.
Carlos Guttemberg explicou que de início seriam aplicados R$ 90 milhões, mas o projeto original deverá sofrer alteração. O projeto foi aprovado pelo Ministério das Cidades, mas o dinheiro seria emprestado pelo governo para o município executar a obra. Na época, a prefeitura arcaria com os juros do empréstimo. “Hoje esse dinheiro já não está mais disponível. A prefeitura terá de arcar os investimentos com recursos próprios”, disse.
“Muitas ações serão possível serem executadas ainda este ano e os serviços serão realizados por etapas. É claro que vai depender da evolução orçamentária da receita do município. Hoje o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está em queda e transferência de recursos às prefeituras sofreu redução”, explicou.
PPA
Os investimentos em mobilidade urbana no município estão inseridos no Plano Plurianual do município e serão tratados na próxima semana com o prefeito Mauro Nazif e técnico das secretarias de Planejamento e Transporte.
De acordo com o Plano de Mobilidade Urbana a ser implementado, serão construídas ciclovias e ciclofaixas para interligar as regiões da cidade, calçadas com acessibilidade, corredores exclusivos para ônibus com pavimentação de concreto, três terminais de integração, abrigos nas paradas de ônibus, rampas e escadas em quatro distritos do baixo Madeira, dentre outros itens que visam dar mais segurança no trânsito e no transporte coletivo.
JUSTIÇA
A pedido do Ministério Público (MP-RO), a juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública, Inês Moreira da Costa, suspendeu a ação civil pública interposta contra a prefeitura de Porto Velho que impedia a implantação do Projeto de Mobilidade Urbana (Promurb). O MP alegou que o município não havia realizado audiências para discutir o projeto com a população.
Carlos Guttemberg explicou que de início seriam aplicados R$ 90 milhões, mas o projeto original deverá sofrer alteração. O projeto foi aprovado pelo Ministério das Cidades, mas o dinheiro seria emprestado pelo governo para o município executar a obra. Na época, a prefeitura arcaria com os juros do empréstimo. “Hoje esse dinheiro já não está mais disponível. A prefeitura terá de arcar os investimentos com recursos próprios”, disse.
“Muitas ações serão possível serem executadas ainda este ano e os serviços serão realizados por etapas. É claro que vai depender da evolução orçamentária da receita do município. Hoje o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está em queda e transferência de recursos às prefeituras sofreu redução”, explicou.
PPA
Os investimentos em mobilidade urbana no município estão inseridos no Plano Plurianual do município e serão tratados na próxima semana com o prefeito Mauro Nazif e técnico das secretarias de Planejamento e Transporte.
De acordo com o Plano de Mobilidade Urbana a ser implementado, serão construídas ciclovias e ciclofaixas para interligar as regiões da cidade, calçadas com acessibilidade, corredores exclusivos para ônibus com pavimentação de concreto, três terminais de integração, abrigos nas paradas de ônibus, rampas e escadas em quatro distritos do baixo Madeira, dentre outros itens que visam dar mais segurança no trânsito e no transporte coletivo.
JUSTIÇA
A pedido do Ministério Público (MP-RO), a juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública, Inês Moreira da Costa, suspendeu a ação civil pública interposta contra a prefeitura de Porto Velho que impedia a implantação do Projeto de Mobilidade Urbana (Promurb). O MP alegou que o município não havia realizado audiências para discutir o projeto com a população.
Jornalismo com credibilidade
Com a reportagem “Um porto sem estrada”, dos jornalistas Marcelo Freire e Emerson Machado, o Diário da Amazônia participou na última quarta-feira na cidade de Sorocaba (SP), do 23º Prêmio CNH Industrial de Jornalismo Econômico. Trata-se de uma importante competição nacional em que reúne profissionais dos maiores veículos de comunicação do Brasil.
O foco principal do prêmio é mostrar, por meio de reportagens especiais, notícias que retratam sobre a economia do País e a importância da logística, transporte e do agronegócio no desenvolvimento do Brasil. Foram mais de 541 inscrições em todo o Brasil e o Diário ficou entre as dez reportagens selecionadas na categoria Transporte. A comissão avaliadora do Prêmio CNH de Jornalismos teve muito trabalho no processo de avaliação das reportagens selecionadas.
Não ganhamos a competição na categoria Transporte, mas o fato do Diário estar entre os finalistas e competindo com jornalistas renomados o Sul do Brasil e Nordeste já é uma premiação importante ao longo dos 22 anos de existência no Estado de Rondônia. O trabalho desenvolvido pela equipe do Diário, composta por editores, jornalistas experientes, diagramadores e chargista, é um forte indicativo que estamos no caminho certo: informar a população através de um jornalismo pautado na credibilidade e responsabilidade no dever de informar.
Além de estarmos no caminho certo, o Diário tem a preocupação de mostrar à sociedade rondoniense notícias que retratam o atual cenário econômico do Brasil e despertar a sociedade que é possível o País avançar. Mas para que a economia volte a crescer, é necessário rever a atual política adotada pelo Governo Federal. É desta forma que o Diário buscar transmitir à sociedade o que pode ser feito para colocar o País na rota do crescimento.
O Diário também participou em 2015, do Prêmio de Jornalismo promovido pelo Ministério Público Estadual. Venceu na categoria jornal impresso com a reportagem produzida pelos jornalistas Emerson Machado e Laila Moraes. Em 2014, ficamos entre os selecionados da categoria regional do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), uma competição nacional que reúne profissionais de todo Brasil.
Este ano não será diferente. A nossa equipe sempre estará em sintonia com os problemas do País e não medirá esforços em continuar produzindo um jornal com responsabilidade. Quem ganha com um jornalismo pautado na credibilidade é a sociedade. Que venha outros prêmios!
O foco principal do prêmio é mostrar, por meio de reportagens especiais, notícias que retratam sobre a economia do País e a importância da logística, transporte e do agronegócio no desenvolvimento do Brasil. Foram mais de 541 inscrições em todo o Brasil e o Diário ficou entre as dez reportagens selecionadas na categoria Transporte. A comissão avaliadora do Prêmio CNH de Jornalismos teve muito trabalho no processo de avaliação das reportagens selecionadas.
Não ganhamos a competição na categoria Transporte, mas o fato do Diário estar entre os finalistas e competindo com jornalistas renomados o Sul do Brasil e Nordeste já é uma premiação importante ao longo dos 22 anos de existência no Estado de Rondônia. O trabalho desenvolvido pela equipe do Diário, composta por editores, jornalistas experientes, diagramadores e chargista, é um forte indicativo que estamos no caminho certo: informar a população através de um jornalismo pautado na credibilidade e responsabilidade no dever de informar.
Além de estarmos no caminho certo, o Diário tem a preocupação de mostrar à sociedade rondoniense notícias que retratam o atual cenário econômico do Brasil e despertar a sociedade que é possível o País avançar. Mas para que a economia volte a crescer, é necessário rever a atual política adotada pelo Governo Federal. É desta forma que o Diário buscar transmitir à sociedade o que pode ser feito para colocar o País na rota do crescimento.
O Diário também participou em 2015, do Prêmio de Jornalismo promovido pelo Ministério Público Estadual. Venceu na categoria jornal impresso com a reportagem produzida pelos jornalistas Emerson Machado e Laila Moraes. Em 2014, ficamos entre os selecionados da categoria regional do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), uma competição nacional que reúne profissionais de todo Brasil.
Este ano não será diferente. A nossa equipe sempre estará em sintonia com os problemas do País e não medirá esforços em continuar produzindo um jornal com responsabilidade. Quem ganha com um jornalismo pautado na credibilidade é a sociedade. Que venha outros prêmios!
3 de março de 2016
A Rondônia Rural Show 2016 já é um sucesso
O trabalho realizado em conjunto com a cadeia produtiva, bancos oficiais, empresários e governo do Estado não esconde a dimensão do sucesso que será a feira de negócios batizada de Rondônia Rural Show. Na semana passada, rodadas de negócios começaram por Jaru, Ariquemes e fecharam a semana no município de Nova Mamoré, uma região rica onde o agronegócio está atraindo empresários de outras regiões. O evento atraiu até empresários bolivianos.
Essas rodadas de negócios servem para facilitar a vida de quem pretende ter acesso à linha de crédito para a compra de máquinas e implementos agrícolas. Somente na cidade de Nova Mamoré, foram contabilizadas mais de R$ 11 milhões em propostas. Outras rodadas de negociações estão programadas para acontecer no próximo final de semana e vão ajudar também as instituições bancárias no processo de análise de documento.
Apesar da crise forte na economia brasileira, o clima é favorável para a feira da tecnologia. A festa da tecnologia acontece no município de Ji-Paraná, região central do Estado, de 25 a 28 de maio, e deve atrair empresários de outros Estados. De fato, o agronegócio está puxando a economia de Rondônia e, mesmo com a crise, é possível trabalhar com ações inovadoras que permitem impulsionar as finanças dos municípios.
O governo do Estado tem sido um importante parceiro das instituições bancárias, através da Empresa de Assistência Técnica (Emater). O apoio dos órgãos públicos é peça fundamental, mas o Governo Federal ainda tem uma dívida com os agricultores: precisa rever sua política econômica voltada para os juros do FNO.
A Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) já se manifestou sobre o tema e classificou como um erro estratégico a decisão do Governo Federal em elevar as taxas de juros do FNO, do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO), que agora passam a 14,12%, praticamente os mesmos juros da taxa Selic arbitrada pelo Banco Central.
Para o Brasil continuar na rota do crescimento, é necessário reduzir a taxa de juros em linhas de financiamento e facilitar o acesso do agricultor ao crédito. Todos ganham com esse benefício.
Essas rodadas de negócios servem para facilitar a vida de quem pretende ter acesso à linha de crédito para a compra de máquinas e implementos agrícolas. Somente na cidade de Nova Mamoré, foram contabilizadas mais de R$ 11 milhões em propostas. Outras rodadas de negociações estão programadas para acontecer no próximo final de semana e vão ajudar também as instituições bancárias no processo de análise de documento.
Apesar da crise forte na economia brasileira, o clima é favorável para a feira da tecnologia. A festa da tecnologia acontece no município de Ji-Paraná, região central do Estado, de 25 a 28 de maio, e deve atrair empresários de outros Estados. De fato, o agronegócio está puxando a economia de Rondônia e, mesmo com a crise, é possível trabalhar com ações inovadoras que permitem impulsionar as finanças dos municípios.
O governo do Estado tem sido um importante parceiro das instituições bancárias, através da Empresa de Assistência Técnica (Emater). O apoio dos órgãos públicos é peça fundamental, mas o Governo Federal ainda tem uma dívida com os agricultores: precisa rever sua política econômica voltada para os juros do FNO.
A Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) já se manifestou sobre o tema e classificou como um erro estratégico a decisão do Governo Federal em elevar as taxas de juros do FNO, do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO), que agora passam a 14,12%, praticamente os mesmos juros da taxa Selic arbitrada pelo Banco Central.
Para o Brasil continuar na rota do crescimento, é necessário reduzir a taxa de juros em linhas de financiamento e facilitar o acesso do agricultor ao crédito. Todos ganham com esse benefício.
1 de março de 2016
O ranking da saúde nos Estados
O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou ontem o índice de gastos dos governos estaduais na saúde. Segundo o estudo, 18 ficaram abaixo da média de gasto per capita ao dia (menos de R$ 1,38). Nas piores posições, aparecem Pará (R$ 0,74 por habitante ao dia), Maranhão (R$ 0,77) e Mato Grosso do Sul (R$ 0,80). No extremo oposto, com os melhores desempenhos, estão Distrito Federal, o primeiro colocado (R$ 3,27), Acre (R$ 2,92) e Tocantins (R$ 2,50).
O estudo foi feito em parceria com a ONG Contas Abertas, com base em informações sobre as despesas apresentadas pelos gestores à Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda. Chama a atenção os valores aplicados por dia na saúde do cidadão: R$ 3,89 per capital para cobrir as despesas públicas com saúde dos mais de 204 milhões de brasileiros. Esses números são relativos ao exercício financeiro de 2014.
Não será surpresa se os números sofrerem uma queda nos próximos estudos. No ano passado, por exemplo, a saúde de grande Estados econômicos do Sul do Brasil entraram em colapso. No Rio de Janeiro, os servidores públicos entraram em greve, unidades de saúde fecharam e houve muita lágrima e ranger de dentes. O Distrito Federal também passou por situação bem semelhante com servidores em greve. A situação se repetiu ainda no Rio Grande do Sul.
Nos últimos dois anos, a transferência de recursos aos municípios para investimento em saúde está cada vez mais reduzida. A queda na arrecadação este ano nos cofres da União terá reflexo ainda mais nos próximos dias e será sentida na pele dos gestores públicos. O que se assiste no Brasil são unidades superlotadas e falta de pessoal para tocar a saúde.
Hoje o Brasil vive um período de pré-eleição e muitos pré-candidatos já demonstraram interesse em disputar as próximas eleições. O relatório divulgado pelo Conselho Federal de Medicina é rico em informações e serve de direcionamento para quem almejar disputar ser prefeito. Também mostra que será necessário trabalhar com os congressistas uma reforma no atual sistema.
O estudo foi feito em parceria com a ONG Contas Abertas, com base em informações sobre as despesas apresentadas pelos gestores à Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda. Chama a atenção os valores aplicados por dia na saúde do cidadão: R$ 3,89 per capital para cobrir as despesas públicas com saúde dos mais de 204 milhões de brasileiros. Esses números são relativos ao exercício financeiro de 2014.
Não será surpresa se os números sofrerem uma queda nos próximos estudos. No ano passado, por exemplo, a saúde de grande Estados econômicos do Sul do Brasil entraram em colapso. No Rio de Janeiro, os servidores públicos entraram em greve, unidades de saúde fecharam e houve muita lágrima e ranger de dentes. O Distrito Federal também passou por situação bem semelhante com servidores em greve. A situação se repetiu ainda no Rio Grande do Sul.
Nos últimos dois anos, a transferência de recursos aos municípios para investimento em saúde está cada vez mais reduzida. A queda na arrecadação este ano nos cofres da União terá reflexo ainda mais nos próximos dias e será sentida na pele dos gestores públicos. O que se assiste no Brasil são unidades superlotadas e falta de pessoal para tocar a saúde.
Hoje o Brasil vive um período de pré-eleição e muitos pré-candidatos já demonstraram interesse em disputar as próximas eleições. O relatório divulgado pelo Conselho Federal de Medicina é rico em informações e serve de direcionamento para quem almejar disputar ser prefeito. Também mostra que será necessário trabalhar com os congressistas uma reforma no atual sistema.
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