A queda
de receita constatada pela equipe econômica do governo do Estado não é motivo
pânico. A paralisação nacional dos caminhoneiros foi o principal motivo que
afetou diretamente a finanças de vários estados por conta da redução da fonte
de recurso originária do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS).
Rondônia,
somente na primeira semana da greve, teve um prejuízo de mais de R$ 70
milhões. Perdeu
ainda R$ 80 milhões mensais decorrentes das Medidas Provisórias baixadas pela
Presidência da República, abrindo mão da cobrança da Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis) e do PIS/Cofins
(Contribuição para Financiamento da Seguridade Social.
Rondônia é um dos poucos estados do Brasil que tem
atravessado o delicado cenário econômico com equilíbrio fiscal. Mesmo com os
contratempos, o Estado não teve nenhum ano de crescimento negativo do Produto
Interno Bruto (PIB), resultado de ações estratégicas de redução de custos e
otimização de serviços, mas a recente medida do governo federal em reduzir
impostos relacionados ao Cide e PIS-Cofins como resposta a demanda da greve dos
caminhoneiros deixou o Estado em uma
situação preocupante.
Apesar de todos os problemas de receita, o governo do
estado conseguiu antecipar a metade do 13º salário dos servidores públicos e
injetou mais de R$ 300 milhões na economia do Estado. O pagamento dessa
antecipação salarial significa mais
dinheiro circulando no comércio. Com isso, as vendas aumentam, aumentando também
a arrecadação do estado para os próximos meses.
Infelizmente, há quem diga que Rondônia está endividada e
falida, mas não é isso que o mercado aponta. O surpreendente é que essa falácia
parte de ex-gestores que deixaram o Estado com contas a pagar. O ex-governador
Confúcio Moura, ao assumir o governo em janeiro de 2011, o primeiro ato que vez
foi chamar os fornecedores do Estado e firmou o compromisso de honrar o
pagamento. Hoje as contas do Estado estão equilibradas e fornecedores recebem
dentro do prazo.
Outro
importante avanço foi o agronegócio
(agropecuária) e o sucesso da Rondônia Rural Show, realizada todos os anos na
cidade de Ji-Paraná. É justamente o agronegócio que puxa a economia do Estado.
Foi este setor o responsável pelo desempenho do PIB do Estado no ano passado,
com crescimento no período de 9,4%, elevando, por conseguinte, a participação
do Estado no índice nacional, praticamente se nivelando a Estados como o
Paraná, historicamente uma potência na economia do País. Rondônia está no
caminho certo.
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