25 de novembro de 2013

Expedição do Senado percorre BR-319 na Floresta Amazônica

15 veículos integram a expedição. Foto: Roni Carvalho
Porto Velho, Rondônia - O Exército Brasileiro, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama), decidiram firmar um pacto de preservação da Amazônia. O acordo já apresentou bom resultado. Recentemente foram apreendidos 10 mil metros cúbicos de madeira, tratores e caminhões que estavam sendo utilizados no transporte ilegal de madeira na Amazônia.
O balanço foi apresentado pelo coronel Azevedo, ao representar o Exército Brasileiro na expedição “BR-319 - Chega de Atoleiro”, que partiu no último domingo de Porto Velho (RO), destino a Manaus (MA). “A reabertura da BR facilita o trabalho de preservação da floresta. Temos uma necessidade muito grande que essa rodovia se torne perene”, disse.

A expedição é uma realização da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, com a participação de representantes do Ministério dos Transportes (Dnit), do Ministério do Meio Ambiente (Ibama e ICMBio), e com o apoio do Exército Brasileiro e dos governos do Amazonas e de Rondônia, além de representantes da agricultura, da indústria e do comércio dos dois Estados.

O requerimento para a realização da diligência – que na prática será uma espécie de expedição – é de autoria do senador Acir Gurgacz (PDT-RO). “O objetivo é fazer com que a sociedade conheça a realidade da BR-319. Não existem nenhum impacto para reabrir a estrada. Queremos o apoio da sociedade rondoniense para que possamos interligar os estados através da malha viária. Amazonas e Roraima não têm a interligação com os demais estados da federação. Precisamos da BR reaberta para essa integração. Essa BR é importante e queremos reacender a discussão”. 
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O Exército, através do 5º e 7º Batalhão, está fazendo a restauração da estrada. Um trecho de 204 quilômetros na saída de Manaus, no Amazonas, e outro de 208 quilômetros na saída de Porto Velho, em Rondônia, foram recuperados e pavimentados em 2010. A recuperação do trecho intermediário da BR-319, com a extensão de 405 quilômetros, no chamado 'meião da floresta', foi embargada pelo IBAMA em 2009, mesmo com o projeto de restauração possuindo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), executado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).


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